Institucional
UNA-SUS realiza oficina de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM)
O compromisso de formar médicos alinhados às necessidades da população foi um destaque do encontro.
Nesta terça-feira, 24 de fevereiro, a UNA-SUS realizou, em parceria com a Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), uma Oficina de Cooperação Técnica voltada ao debate de temas estratégicos relacionados à formação médica no Brasil, além de fortalecer e consolidar a parceria entre a UNA-SUS, a Fiocruz e a ABEM.
O encontro, realizado das 9h às 17h na Fiocruz Brasília, reuniu gestores, especialistas e representantes das instituições em uma programação que incluiu acolhimento, exibição do vídeo institucional em celebração aos 15 anos da UNA-SUS, mesa de abertura e a dinâmica do Café Mundial, que incentivou o diálogo e a troca de experiências entre os participantes. Entre os presentes estavam representantes da Fiocruz, da UNA-SUS e da ABEM, assim como da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde e de universidades que atuam no ensino médico em diferentes regiões do país.
Na mesa de abertura, intitulada “A formação médica: da graduação à pós-graduação”, participaram Fabiana Damásio, secretária executiva da UNA-SUS; Sandro Schreiber de Oliveira, diretor-presidente da ABEM; Francisco Eduardo de Campos, assessor sênior da SE/UNA-SUS; Cristina Guilam, coordenadora-geral de Educação da Fiocruz (CGE/VPEIC); e Nicole Carneiro, representante do Ministério da Saúde por meio da SGTES. O debate trouxe diferentes perspectivas sobre os caminhos e desafios da formação médica no país, com foco nas necessidades da população e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).


Fabiana Damásio destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições e reforçou o compromisso institucional com o fortalecimento da formação médica. Ela chamou atenção para desafios atuais no aprimoramento de programas de provimento, que envolvem desde questões tecnológicas até a necessidade de considerar a escala e a diversidade dos territórios brasileiros. Segundo ela, os processos formativos precisam dialogar com a realidade de comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, além de contemplar especificidades relacionadas ao envelhecimento e outros atravessamentos sociais que impactam o cuidado em saúde. “A gente se dá conta de que existem outros desafios”, acrescentou.
O compromisso de formar médicos alinhados às necessidades da população foi destacado por Francisco Eduardo de Campos como uma responsabilidade permanente, enquanto Cristina Guilam ressaltou que a capilaridade das instituições fortalece uma atuação em rede mais ampla e eficaz. Nicole Carneiro reforçou a relevância da parceria e da retomada de uma formação voltada à realidade do SUS e às demandas da população brasileira. Por sua vez, Sandro Schreiber de Oliveira afirmou estar animado com a cooperação, que considera um passo necessário e estratégico para o avanço da educação médica no país.
Durante o Café Mundial, perguntas norteadoras relacionadas à cooperação técnica estimularam debates sobre o aprimoramento de programas de provimento, financiamento, desafios em residências, formações e capacitações, diretrizes curriculares, remuneração de profissionais, entre outros temas de grande relevância para o fortalecimento da educação médica e, consequentemente, para a ampliação da qualidade do atendimento em saúde e da atenção oferecida à população em todo o país. Ao longo da tarde, as discussões foram sistematizadas em uma plenária final, na qual foram apresentados os principais pontos debatidos e definidos os próximos passos para fortalecer a parceria entre as instituições envolvidas.
Fotos: Sergio Velho Junior/Fiocruz Brasília
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