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UNA-SUS participa pela primeira vez do Congresso Mundial em Saúde Pública

Com uma apresentação oral e dois painéis, pesquisadora da UNA-SUS compartilhou com o mundo algumas das experiências exitosas na qualificação dos profissionais do SUS.

- Cissa Paranaguá/UNA-SUS



De 12 a 16 de outubro, a UNA-SUS participou, pela primeira vez, do Congresso Mundial em Saúde Pública, organizado pela Federação Mundial das Associações de Saúde Pública (The World Federation of Public Health Associations - WFPHA - e a Associação Européia de Saúde Pública (European Public Health Association  - EUPHA). A 16a edição teve como tema “Saúde pública para o futuro da humanidade: análise, defesa e ação”.

O evento que a princípio seria realizado presencialmente em Roma, ocorreu de forma virtual, tendo em vista a situação de pandemia da COVID-19. Ainda assim, reuniu cerca de 1000 participantes.

A pesquisadora Kellen Gasque na UNA-SUS.Segundo a pesquisadora em Saúde Pública e representante da UNA-SUS no congresso, Kellen Gasque, o evento tem como objetivo refletir sobre o compromisso e a obrigação de responder às novas circunstâncias globais da saúde pública. “Devemos desafiar e responsabilizar aqueles que têm o poder de fazer a diferença. E devemos agir, tornando real nosso compromisso com a saúde em todas as políticas”, destaca.

Além da apresentação de dois painéis, Gasque realizou uma apresentação oral sobre o Programa de Qualificação em Saúde do Idoso, oferecido pela UNA-SUS, que visa melhorar a educação profissional dos trabalhadores do SUS, tendo sido produzido na forma de 5 módulos independentes (microlearning) e ofertados nos últimos 2 anos. “A oferta segue o modelo de “mapeamento de ações” cujos objetivos de ação e as demandas da prática são definidos antes do conteúdo, atendendo a expectativas reais. Isso é feito para, além de modelar a educação permanente em saúde no SUS, contribuir com o aumento das taxas de conclusão (CR)”, explica. 

Em 18 meses (2018-2019), o programa de qualificação contou com 66.655 inscrições, das quais 36.714 (55%) foram certificadas (CR variou de 46,4% a 70,5%, dependendo do módulo). Houve participação em todas as regiões brasileiras, com idade média de 32,6 anos, sendo que 81,6% eram mulheres. Além disso, as categorias profissionais de maior participação foram Agentes Comunitários de Saúde e Técnicos de Enfermagem.

“A UNA-SUS é referência nacional na oferta de oportunidades educacionais online para trabalhadores da saúde, com números bastante expressivos e acredito que essa experiência precisa ser compartilhada em escala global, inspirando iniciativas semelhantes em outros países. Foi uma satisfação imensa representar a Secretaria Executiva da UNA-SUS (SE/UNA-SUS) e a Fiocruz Brasília em um evento tão importante na consolidação da importância do SUS e da saúde pública brasileira no cenário global. Além disso, agradeço a confiança que meus colegas depositaram em mim, para representá-los em um evento dessa natureza. Os três trabalhos foram produzidos por uma equipe multiprofissional, contando com a integração de membros da SE/UNA-SUS, da Escola de Governo da Fiocruz - Brasília, da Fiocruz Rio Grande do Norte, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e do Ministério da Saúde”, ressalta.

A pesquisadora acredita que é de extrema importância que a UNA-SUS siga participando de eventos dessa natureza, não somente por apresentar números expressivos em termos de matrícula e conclusão no curso, mas por ser uma estratégia de inclusão social, atingindo trabalhadores de regiões brasileiras onde existem poucas oportunidades educacionais presenciais. 

“Durante a pandemia da Covid-19, a importância da UNA-SUS foi consolidada, respondendo rapidamente às demandas de qualificação dos profissionais do SUS, produzindo cursos e outras demandas educacionais, para que os trabalhadores de todas as regiões brasileiras pudessem se qualificar sobre a nova doença de forma precisa e rápida. Acredito que estamos avançando na educação permanente e que a UNA-SUS, além de atingir a expansão necessária em um país com dimensões continentais como o nosso, está se consolidando na qualidade dos cursos produzidos”, enfatiza.

Um dos trabalhos apresentados é a utilização de uma matriz avaliativa. Os cursos produzidos pelo sistema UNA-SUS tiveram uma média de 78% de cumprimento dos critérios dessa matriz. “São necessárias avaliações de impacto para se saber os efeitos no reordenamento do serviço e da atenção nos territórios, mas os resultados, conduzidos por diversos grupos de pesquisa do sistema UNA-SUS, têm mostrado que esses cursos produzem resultados significativos na qualificação dos trabalhadores do SUS”, arremata.

Foto por: Matheus Mesquita

Fonte: SE/UNA-SUS