Institucional

Coordenador da UNA-SUS/Unifesp, Jorge Harada participa do 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde de SP

O Congresso teve como tema “O SUS e o EnvelheSer: estratégia para uma longevidade digna e com equidade” e contou com a 22ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios e o 15º Prêmio David Capistrano.

- Ascom SE/UNA-SUS



No segundo dia do 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde de SP, a sala Denise Fernandes, recebeu a Roda de Conversa sobre o Cenário atual da Formação e Residência Médica – análise e perspectivas, com participação do secretário Felipe Proenço (SGETS); do diretor-presidente da Associação Brasileira de Escolas de Medicina (ABEM), Steven Tofoli Oliveira de Oliveira do professor e coordenador da UNA-SUS/Unifesp, Jorge Harada. Marcaram presença representantes do MEC, das escolas de Medicina de São Paulo e Instituições Supervisoras do Programa Mais Médicos.

Nas últimas décadas houve expansão de vagas de graduação e residências, mas com distribuição geográfica desigual, por meio de concentração em grandes centros urbanos. Outro fator que contribui para o momento atual é a competição entre setor público e privado por vagas e recursos formadores, o que pode resultar na qualidade curricular.

Existe a necessidade de alinhamento entre formação básica, internato e residência para evitar lacunas práticas, além de programas de residência com fiscalização mais rigorosa sobre carga horária, supervisão e infraestrutura.

“Uma boa síntese seria o conflito entre o lucro e a necessidade. Finalizamos o encontro com um jargão do Gilson Carvalho: precisamos cumprir a Lei. Temos dispositivos legais que orientam a necessidade de regulação pública da formação, tanto graduação quanto pós-graduação. E mesmo após a graduação, a formação continua no decorrer do trabalho e qualificação dos processos de trabalho na rede”, explicou Steven Tofoli.

Para Harada foi uma mesa muito rica e interessante, com participação também dos membros da plateia onde foram destacados alguns pontos básicos: “Primeiro, que a formação médica e residência médica tem que estar pautada na lógica das necessidades da população, e a formação e residência médica voltada para o processo de trabalho no SUS, no sistema público, e não só na lógica de mercado, não somente na questão dos interesses corporativos”.

Outro ponto de destaque de Harada está questão da necessidade da formação profissional em rede, na medida em que não há serviço autossuficiente, além da gestão do cuidado, para ampliação da integralidade e garantir o processo de acesso e equidade à necessidade do trabalho em rede, seja na Atenção Básica, na Atenção Especializada ambulatorial, hospitalar, nas Vigilâncias em Saúde, e dos vários equipamentos que compõem o SUS para atendimento da população.

“Nesse contexto, então, outro ponto a ser colocado é da necessidade da implementação e fortalecimento da integração em si no serviço comunidade, no âmbito da formação desses profissionais, na medida em que a gestão do conhecimento é indissociável da gestão sistêmica e da gestão do cuidado. E, neste sentido, a reformulação e aperfeiçoamento do instrumento COAPES é urgente, emergente, e tem que ser feita o mais rapidamente possível para que atenda a essas necessidades”, afirmou o coordenador da UNA-SUS/Unifesp.